Todos os artigos

Pixel de rastreamento no e-mail: o que revela, como bloquear

O rastreamento por pixel no e-mail é como o remetente descobre que você abriu a mensagem dele. O e-mail traz um pixel de rastreamento: uma imagem minúscula, geralmente invisível, guardada no servidor do remetente, em um endereço da web criado para você. Quando seu app de e-mail carrega essa imagem, o servidor registra que você abriu a mensagem, quando, em que tipo de aparelho e de qual endereço IP. O endereço IP indica uma localização aproximada.

Para bloquear o rastreamento, desative o carregamento automático de imagens no seu app de e-mail (passo a passo para cada app). Um proxy de imagens como o do Gmail esconde seu endereço IP e seu aparelho, mas geralmente não esconde a abertura. No Mail da Apple, “Proteger a Atividade do App Mail” faz toda mensagem parecer aberta. Os links são rastreados à parte. Os pixels também são chamados de pixels espiões ou web beacons, e os apps de e-mail chamam essas imagens de conteúdo remoto ou imagens externas. O CatchNone, um app de aliases de e-mail para iPhone, iPad e Mac, mantém as imagens remotas, incluindo a maioria dos pixels de rastreamento, bloqueadas até você carregá-las, e dá a cada cadastro um endereço próprio; assim, uma abertura confirmada aponta para um alias, não para seu e-mail principal.

Como funciona o rastreamento por pixel no e-mail

Um pixel de rastreamento no e-mail é uma tag de imagem comum. Veja um exemplo ilustrativo, em um domínio fictício, que não segue o formato de nenhuma plataforma real:

<img src="https://t.example.com/open/8f2c41d7e9.gif?m=autumn-sale"
     width="1" height="1" alt="">
  • t.example.com é um servidor do remetente ou da plataforma de e-mail que ele usa. A imagem não está dentro do e-mail, então seu app precisa buscá-la.
  • 8f2c41d7e9 é um ID criado para você e para esta mensagem. Ele transforma “alguém abriu isto” em “você abriu isto”. A CNIL, a autoridade de proteção de dados da França, diz que o endereço de um pixel geralmente tem “parâmetros individualizados relativos ao usuário ou ao contexto em que a imagem aparece”.
  • width="1" height="1" e o alt vazio mantêm a imagem fora de vista.

Quando seu app busca a imagem, o servidor registra o ID, o horário, seu endereço IP e o app e o sistema informados no cabeçalho User-Agent da requisição. O relatório do remetente passa então a mostrar que você abriu o e-mail. As páginas de ajuda do Mailchimp confirmam isso do lado do remetente: o rastreamento de aberturas não funciona em e-mails de texto simples nem quando o app do destinatário não exibe imagens. É por isso que bloquear imagens funciona.

Um rastreador não precisa ter 1×1. Qualquer imagem remota com um endereço exclusivo seu, como um logotipo ou um banner, pode fazer o mesmo papel.

O que um pixel de rastreamento no e-mail revela

O Information Commissioner’s Office (ICO), a autoridade de proteção de dados do Reino Unido, a CNIL, a Apple e o Mailchimp descrevem praticamente a mesma lista. Um remetente pode saber:

  • se você abriu a mensagem, quando e quantas vezes;
  • o tipo do seu aparelho, o sistema operacional e o app de e-mail;
  • seu endereço IP e, a partir dele, uma localização aproximada;
  • se você encaminhou a mensagem, porque a cópia encaminhada continua levando o seu pixel.

A CNIL acrescenta que os pixels não dão acesso aos seus outros e-mails nem à sua caixa de correio. Mas eles podem ir além do remetente: um estudo de Princeton de 2018 sobre listas de e-mails comerciais descobriu que cerca de 30% dos e-mails vazavam o endereço de e-mail do destinatário para terceiros quando eram visualizados.

Um e-mail pode rastrear sua localização ou seu endereço IP?

Só de forma aproximada, e só se o seu próprio aparelho buscar a imagem, se você clicar em um link rastreado ou se abrir um anexo que busca algo na internet. A MaxMind, uma grande fornecedora de geolocalização por IP, diz que seus dados “nunca são precisos o bastante para identificar ou localizar uma residência, uma pessoa ou um endereço específico”. Para endereços IP dos EUA, ela estima uma precisão de cerca de 66% no nível de cidade, num raio de 50 km (cerca de 30 milhas). O esperado é que o remetente veja sua cidade ou região e seu provedor de internet. Uma VPN muda o endereço IP que o remetente vê, mas não esconde a abertura.

No Gmail é diferente. Desde 2013, o Gmail busca as imagens pelos servidores do próprio Google, e o Google diz que os remetentes “não podem usar o carregamento de imagens para obter informações sobre seu computador ou sua localização”. Ele também diz que “às vezes, os remetentes podem saber se você abriu um e-mail que tem uma imagem”. A Litmus, que mede aberturas para remetentes, continua registrando as aberturas no Gmail “pelo cache de imagens do Gmail”. O proxy esconde seu endereço IP, seu aparelho e sua localização. Geralmente, ele não esconde que você abriu a mensagem.

O que cada app de e-mail revela

Onde você lê seus e-mails As imagens carregam sozinhas? O remetente vê seu endereço IP? O remetente sabe que você abriu?
CatchNone Não, até você tocar em “Carregar imagens” Só se você carregá-las Só se você carregá-las
Mail da Apple, com “Proteger a Atividade do App Mail” ativado Sim, em segundo plano quando o e-mail chega, passando por dois servidores de retransmissão Não Não: toda mensagem entregue parece aberta
Mail da Apple, com “Proteger a Atividade do App Mail” desativado Sim, a menos que “Bloquear Todo o Conteúdo Remoto” esteja ativado Sim, a menos que “Hide IP Address” (Ocultar Endereço IP) esteja ativado Sim, quando as imagens carregam
Gmail (web e apps) Sim, pelo proxy de imagens do Google Não Geralmente (o Google diz “às vezes”)
Outlook clássico para Windows Não, bloqueadas por padrão Só se você baixar as imagens Só se você baixar as imagens
Outlook para Mac Não, bloqueadas por padrão Só se você baixar as imagens Só se você baixar as imagens
Outlook para iPhone e Android Sim, a menos que você escolha “Block external images” (Bloquear imagens externas) ou “Load images for safe senders” (Carregar imagens de remetentes confiáveis) Não documentado Sim, quando as imagens carregam
Outlook.com Não documentado; as imagens passam pelo proxy de imagens da Microsoft Não, com o proxy ativado Não documentado
Yahoo Mail Sim, exceto no Spam (segundo a ajuda do Yahoo para a antiga versão para desktop) Não documentado Sim, quando as imagens carregam
Fastmail (web e apps) Depende da sua configuração; nunca no Spam Não, o Fastmail é que busca as imagens Sim, quando as imagens carregam
Proton Mail, com “Block email tracking” (Bloquear rastreamento de e-mail) ativado Rastreadores conhecidos removidos; as outras imagens são buscadas na chegada, por um proxy Não Não pelas imagens
Thunderbird Não, bloqueadas por padrão Só se você carregá-las Só se você carregá-las

Conferido na documentação de ajuda de cada fornecedor (iOS 27, macOS 27) e nas configurações padrão do Thunderbird, em setembro de 2026. A ocultação do IP pela Apple depende de “Limitar Rastreamento de Endereço IP” estar ativado na rede que você usa.

Como bloquear pixels de rastreamento

Raramente você precisa de um bloqueador de pixels à parte: a configuração de imagens do seu app de e-mail já é o bloqueador. Se o seu app já busca as imagens por um proxy (Gmail, Outlook.com, Fastmail), desativar as imagens acrescenta uma coisa: o remetente deixa de saber que você abriu a mensagem.

Mail da Apple

No iPhone e no iPad (iOS 27 e iPadOS 27), acesse Ajustes → Apps → Mail → Proteção de Privacidade e ative “Proteger a Atividade do App Mail”. A Apple diz que isso também exige “Limitar Rastreamento de Endereço IP”, que é definido para cada rede: acesse Ajustes → Wi-Fi e toque no botão de informações ao lado da sua rede (passo a passo da Apple). No Mac, escolha Mail → Ajustes → Privacidade e selecione “Proteger Atividade no Mail”. “Bloquear Todo o Conteúdo Remoto”, junto com “Hide IP Address” (Ocultar Endereço IP), é a alternativa se você prefere que nada carregue até você pedir. Como funciona a Proteção de Privacidade do Mail no iPhone e no Mac explica o passo a passo e os prós e contras.

Gmail

O Google documenta uma configuração separada para a web, o Android e o iPhone, então mude em cada um que você usa (passo a passo do Google).

No computador:

  1. No Gmail, clique em “Configurações”, no canto superior direito, e depois em “Ver todas as configurações”.
  2. Na guia “General” (Geral), role até “Imagens” e selecione “Perguntar antes de exibir imagens externas”.
  3. Clique em “Salvar alterações”, na parte inferior da página.

No Android:

  1. No app Gmail, toque em “Menu”, depois em “Configurações” e depois na sua conta.
  2. Em “Data usage” (Uso de dados), toque em “Imagens” e depois em “Ask before showing” (Perguntar antes de mostrar).

No iPhone e no iPad:

  1. No app Gmail, toque em “Menu” e depois em “Configurações”.
  2. Em “Inbox” (Caixa de entrada), toque em “Email preferences” (Preferências de e-mail), depois em “Imagens” e depois em “Perguntar antes de exibir imagens externas”.

Na web, clique em “Exibir imagens abaixo” para carregar as imagens de uma mensagem.

Outlook

  • O Outlook clássico para Windows bloqueia o download automático de imagens por padrão, e a Microsoft cita “ajudar você a evitar pixels de rastreamento” como um dos motivos. Para conferir, acesse File (Arquivo) → Options (Opções) → Trust Center (Central de Confiabilidade) → Trust Center Settings (Configurações da Central de Confiabilidade) e verifique se a caixa de seleção que começa com “Don’t download pictures automatically” (Não baixar imagens automaticamente) está marcada. No Outlook para Microsoft 365, as opções ficam na guia “Automatic Download” (Download Automático). Adicionar um remetente aos “Safe Senders” (Remetentes Confiáveis) desbloqueia as imagens dele, pixels incluídos, e seus contatos do Outlook contam como remetentes confiáveis por padrão.
  • Novo Outlook para Windows: em setembro de 2026, a documentação de ajuda da Microsoft não descreve uma configuração de download de imagens para ele. Se você quer as imagens desativadas por padrão no Windows, o Outlook clássico e o Thunderbird as bloqueiam.
  • O Outlook para Mac não baixa imagens da internet por padrão. No novo Outlook para Mac, escolha Outlook → Settings (Configurações), selecione “Reading” (Leitura) em “Email” (E-mail) e, em “Download external images” (Baixar imagens externas), escolha “Ask before downloading” (Perguntar antes de baixar).
  • O Outlook para iPhone e Android baixa as imagens, a menos que você escolha “Block external images” (Bloquear imagens externas) ou “Load images for safe senders” (Carregar imagens de remetentes confiáveis). Toque no banner de uma mensagem para carregar as imagens dela.
  • O Outlook.com carrega as imagens pelo proxy de imagens da Microsoft. Em Settings (Configurações) → General (Geral) → Privacy and data (Privacidade e dados), deixe selecionada a opção “Always use the Outlook service to load images” (Sempre usar o serviço do Outlook para carregar imagens). A Microsoft avisa que, sem ela, “seus dados pessoais podem estar em risco”. Para impedir imagens de remetentes que você não aprovou, acesse Settings (Configurações) → Mail (E-mail) → Junk email (Lixo eletrônico) e, em “Security options” (Opções de segurança), selecione “Block attachments, pictures, and links from anyone not in my Safe senders and domains list” (Bloquear anexos, imagens e links de quem não está na minha lista de remetentes e domínios confiáveis). Isso também bloqueia links e anexos desses remetentes.

Outros apps e serviços

  • O CatchNone mantém as imagens remotas, incluindo a maioria dos pixels de rastreamento, bloqueadas em todas as mensagens até você tocar em “Carregar imagens”, e a opção “Carregar imagens remotas”, em Ajustes → Aparência, vem desativada por padrão.
  • O Fastmail busca as imagens remotas pelos próprios servidores, então “quem hospeda a imagem continua sem saber seu endereço IP ou seu navegador”. Isso vale só na interface web e no app para celular do Fastmail, não quando você lê os e-mails do Fastmail em outro app. Para que ele pergunte antes, acesse Settings (Configurações) → Mail preferences (Preferências de e-mail) e, em Reading (Leitura) → Remote images (Imagens remotas), escolha “Always ask before showing remote images” (Sempre perguntar antes de mostrar imagens remotas).
  • O Proton Mail vem com “Block email tracking” (Bloquear rastreamento de e-mail) ativado por padrão. A opção vale para cada aparelho: Settings (Configurações) → Email privacy (Privacidade do e-mail) na web e no app para computador, e Settings (Configurações) → Privacy and security (Privacidade e segurança) nos apps para celular.
  • O Thunderbird bloqueia conteúdo remoto por padrão.
  • O Yahoo Mail documentou essa opção pela última vez para a sua antiga versão para desktop: Settings (Configurações) → More Settings (Mais configurações) → Viewing email (Visualização de e-mails) → Show images in messages (Mostrar imagens nas mensagens) → Ask before showing external images (Perguntar antes de mostrar imagens externas). Confira o menu atual antes de contar com isso.
  • Serviços de alias com encaminhamento, como o addy.io (nos planos pagos), o Firefox Relay e o DuckDuckGo Email Protection, podem remover pixels conhecidos antes de encaminhar os e-mails para a sua caixa de entrada. Remover os pixels não muda o rastreamento dos links.
  • Existem extensões de navegador que sinalizam rastreadores de e-mail no Gmail. Veja que acesso aos seus e-mails elas pedem; a configuração de imagens do seu app de e-mail é o controle mais confiável.

Bloquear imagens impede todo o rastreamento?

Não. Bloquear imagens impede os pixels, mas os links são rastreados à parte. As plataformas de newsletter trocam cada link por outro que passa pelo servidor delas. O Mailchimp diz que um clique “redireciona a pessoa pelos servidores do Mailchimp” até o endereço real, e o redirecionamento fica registrado. O clique abre no seu navegador, então esse servidor vê seu endereço IP real, mesmo que seu app de e-mail use um proxy para as imagens. O Mailchimp também conta um clique como abertura e usa “dados de cliques” para localizar contatos cujas aberturas a Apple esconde.

A Apple diz que a Proteção de Privacidade do Mail “não se estende a links nem a anexos de e-mail”. O Proton Mail remove dos links, na web, os parâmetros de rastreamento conhecidos, mas diz que os parâmetros próprios das empresas podem ser difíceis de detectar. Se você só quer o site da loja, digite o endereço em vez de clicar.

Os spammers sabem se você abre o e-mail deles?

Às vezes. Se o seu app carrega as imagens direto do servidor do remetente, um pixel conta a ele que o endereço funciona. A Microsoft explica que baixar uma imagem da internet “pode alertar o remetente de que seu endereço de e-mail está ativo e de que você recebeu a mensagem”.

  • As imagens carregam direto: eles ficam sabendo que o endereço está ativo, quando você abriu a mensagem e mais ou menos onde você está.
  • As imagens carregam por um proxy (Gmail, Outlook.com, Fastmail): geralmente, a abertura, mas não seu endereço IP nem seu aparelho.
  • Mail da Apple com “Proteger a Atividade do App Mail”: toda mensagem entregue parece aberta, então o remetente não consegue saber se você a leu, embora a busca em segundo plano ainda mostre que a mensagem chegou a uma caixa de correio em uso.
  • Imagens bloqueadas: o pixel não envia nada.

Muitos apps também seguram as imagens no spam. O Gmail não mostra imagens em mensagens que considera suspeitas, o Fastmail sempre bloqueia imagens remotas no Spam, e o Mail no Mac nunca mostra conteúdo remoto em mensagens marcadas como indesejadas.

Em qualquer app, responder ou clicar em um link confirma seu endereço, e isso inclui os links de cancelar inscrição. Como eles conseguiram o endereço, para começo de conversa, está explicado em como os spammers conseguem endereços de e-mail.

Pixels de rastreamento em e-mails são permitidos por lei?

Depende de onde você e o remetente estão. Resumindo: as autoridades do Reino Unido e da UE aplicam aos pixels de e-mail suas regras sobre armazenar ou ler informações no seu aparelho (as mesmas regras por trás dos avisos de cookies, junto com o GDPR), então um remetente que rastreia suas aberturas individualmente geralmente precisa do seu consentimento nesses lugares, com poucas exceções. Os EUA não têm uma regra federal voltada para pixels de e-mail. No Brasil, também não existe uma lei específica para e-mail; os dados que um pixel coleta ligados ao seu endereço de e-mail são dados pessoais protegidos pela LGPD (Lei 13.709/2018), fiscalizada pela ANPD, e a empresa precisa de uma base legal para tratá-los, como o seu consentimento ou o legítimo interesse.

Reino Unido

O ICO concluiu sua orientação sobre tecnologias de armazenamento e acesso em 29 de abril de 2026, depois que o Data (Use and Access) Act mudou as Privacy and Electronic Communications Regulations (PECR), as regras britânicas de privacidade nas comunicações eletrônicas. A orientação cita os pixels de rastreamento pelo nome. A maior parte do e-mail marketing se enquadra na regra 22, mas “quando os pixels de rastreamento armazenam informações (ou acessam informações armazenadas) no aparelho de um usuário, aplica-se a regra 6”. A regra 6 exige consentimento no padrão do UK GDPR, a menos que se aplique uma exceção. A nova exceção para estatísticas “não permite monitorar nem rastrear visitantes individuais”.

União Europeia e França

O Comitê Europeu para a Proteção de Dados (EDPB), nas suas Diretrizes 2/2023 (versão 2.0, adotada em 7 de outubro de 2024), diz que o artigo 5(3) da Diretiva ePrivacy se aplica a pixels de rastreamento e a links de rastreamento em e-mails. É a regra segundo a qual armazenar ou ler informações no seu aparelho exige seu consentimento, a menos que isso seja estritamente necessário para um serviço que você pediu.

A recomendação final da CNIL (original em francês), adotada em 12 de março de 2026 e publicada em 14 de abril de 2026, é a mais específica. Ela diz que, pela lei francesa, os remetentes precisam do seu consentimento para usar pixels para analisar taxas de abertura e melhorar campanhas, para montar perfis e direcionar anúncios a você em outros lugares, ou para detectar fraudes. Só dois usos ficam isentos: a segurança da autenticação e uma verificação de entregabilidade que guarda apenas a data da sua última abertura, em e-mails que você pediu, como confirmações de pedido. Ignorar um pedido de consentimento conta como recusa, e você pode reclamar à CNIL.

Estados Unidos

A lei federal sobre e-mail comercial, a CAN-SPAM, não menciona o rastreamento de aberturas: as exigências do guia de conformidade da FTC tratam de coisas como cabeçalhos honestos, um endereço postal e uma opção de descadastro que funcione. Em vez disso, processos judiciais tentaram usar leis de privacidade mais antigas. Em Smith v. Target (13 de novembro de 2025), o Tribunal de Apelações do Arizona decidiu que os dados de “pixels espiões” em e-mails de marketing ficam fora da lei do Arizona sobre registros de comunicações. Essa decisão trata da lei de um único estado.

É seguro abrir spam ou e-mails indesejados?

Em um app de e-mail atualizado, abrir spam tem pouco risco. O perigo está em clicar em links, abrir anexos e digitar senhas ou dados do cartão. A FTC, a Comissão Federal de Comércio dos EUA, alerta que “golpistas às vezes enviam e-mails de phishing com anexos ou links que, se abertos ou clicados, instalam malware nocivo no dispositivo”. A Apple recomenda: “Não siga links nem abra ou salve anexos em mensagens suspeitas ou não solicitadas.”

Abrir tem dois riscos menores. Se as imagens carregam direto, isso pode confirmar seu endereço, então mantenha as imagens automáticas desativadas e não responda. E, raramente, falhas de segurança foram acionadas só por receber ou abrir uma mensagem. A falha CVE-2023-23397 do Outlook, da Microsoft, podia ser explorada assim que o Outlook baixava e processava a mensagem, antes que ela aparecesse no Preview Pane (painel de visualização). Em 2020, o iOS 13.5 corrigiu duas falhas do Mail acionadas por uma mensagem criada para isso. As três foram corrigidas há muito tempo, e é por isso que as atualizações importam.

No Gmail, o risco é ainda menor: o Google verifica cada mensagem em busca de conteúdo suspeito e checa as imagens atrás de softwares nocivos conhecidos.

Ignore o link de cancelar inscrição em spam evidente. A orientação sobre phishing, hoje arquivada, da Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura dos EUA (CISA) diz para não clicar em nenhum link, “incluindo qualquer link de ‘cancelar inscrição’”. As exceções estão em quando é seguro clicar em links de cancelar inscrição. Em vez disso, marque a mensagem como spam ou lixo eletrônico; o que realmente reduz o spam vai além.

Abrir spam no iPhone

Mantenha o iOS atualizado. No Mail, deixe “Proteger a Atividade do App Mail” ou “Bloquear Todo o Conteúdo Remoto” ativado (passo a passo acima). Não toque em links de spam; a Apple sugere tocar e manter pressionado um link para ver para onde ele leva de verdade. Mova o spam para a pasta de spam, que, no Mail do iCloud, também é como a Apple pede que você o denuncie.

Se você só abriu a mensagem, marque-a como spam ou lixo eletrônico e apague-a. Se clicou em um link, baixou algo ou digitou uma senha, o número do cartão ou outros dados pessoais, siga o que fazer depois de clicar em um link suspeito.

Como o CatchNone silencia os pixels

O CatchNone é um app de aliases de e-mail para iPhone, iPad e Mac que silencia os pixels por padrão. As mensagens abrem com o JavaScript desativado, e as imagens remotas, incluindo a maioria dos pixels de rastreamento, ficam bloqueadas até você tocar em “Carregar imagens” naquela mensagem. A opção “Carregar imagens remotas”, em Ajustes → Aparência, vem desativada por padrão. Cada loja, newsletter ou conta também ganha seu próprio endereço, seja um endereço @catchnone.com aleatório, que exige o Premium, seja um endereço em um domínio seu, e cada mensagem mostra em qual alias chegou. Se um pixel chegar a confirmar um endereço, é um alias, não seu e-mail principal; qual endereço usar nos cadastros explica por que isso ajuda.

Ele bloqueia todo o conteúdo remoto em vez de detectar pixels, então carregar as imagens de uma mensagem conta ao remetente que você a abriu, e os links ficam como estão, incluindo os rastreados. A proteção vale para os e-mails que você lê no CatchNone, que só recebe: ele nunca envia, responde nem encaminha. Baixe o CatchNone, disponível para iPhone, iPad e Mac.

Perguntas frequentes

Como saber se um e-mail tem um pixel de rastreamento?

Geralmente, só olhando não dá. A BBC observou em 2021 que, “sem um software especial, não é fácil identificar quais e-mails contêm um pixel de rastreamento”. Com as imagens automáticas desativadas, uma mensagem que pede para carregar conteúdo remoto pode conter um. No Gmail na web, More (Mais) → Show original (Mostrar original) exibe a mensagem bruta, em que uma imagem de 1×1 com um endereço longo e exclusivo é um forte indício.

As pessoas conseguem ver se eu abri o e-mail delas?

Muitas vezes, sim. Se o seu app de e-mail carrega as imagens, mesmo por um proxy como o do Gmail, quem adiciona um pixel geralmente consegue ver que você abriu a mensagem, e quando. Pessoas comuns também fazem isso: em 2021, o cofundador do Hey contou à BBC que vendedores e consultores conseguem dizer: “Vi que você abriu meu e-mail ontem, mas ainda não respondeu.” A confirmação de leitura é diferente: o padrão (RFC 8098) recomenda pedir sua permissão antes, contas pessoais do Gmail não podem solicitá-la, e contas do Outlook.com só podem solicitá-la pelo Outlook para Windows. Bloquear as imagens, ou ativar “Proteger a Atividade do App Mail”, impede que os pixels mostrem suas aberturas.

Não. Um cookie é guardado pelo seu navegador, enquanto um pixel é uma imagem que seu app busca. Mas as autoridades aplicam as mesmas regras aos dois. O ICO lista os pixels de rastreamento ao lado dos cookies nas PECR, e o EDPB aplica o mesmo artigo da Diretiva ePrivacy a ambos.

Os rastreadores de e-mail ainda funcionam?

Sim, com menos detalhes do que antes. Nos números de julho de 2026 da Litmus, a Apple respondeu por 62% das aberturas que ela rastreou, e o Gmail, por 27%. A Litmus registrou todas as aberturas no Gmail pelo cache de imagens do Google e não considera confiáveis as aberturas vindas da Proteção de Privacidade do Mail da Apple. Quando o Hey analisou seu tráfego para a BBC em 2021, dois terços dos e-mails enviados às contas pessoais dos seus usuários continham um pixel, mesmo excluindo o spam.

O blog

Um pouco mais sobre e-mail.

Todos os artigos

Seu e-mail. Um pouco mais seu.

Baixar o CatchNone

Para iPhone, iPad e Mac